Comecei a respirar em 1984 e depressa percebi que as palavras são quase tudo o que temos.

Em 1997, li O Fio da Navalha, escrevi um texto que a professora elogiou e decidi que queria estar ligada aos livros. Em 2006, já trabalhava na primeira editora por onde passei, ao mesmo tempo que estudava Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. A essa primeira casa editorial seguiram-se outras três, e também uma pós-graduação em Edição – Livros e Novos Suportes Digitais, na Universidade Católica.

Em 2011, tornei-me freelancer, fazendo consultoria editorial, tradução, edição e revisão (através da Com Texto). Ao longo dos anos, tenho trabalhado com clientes muito interessantes, em missões que me levaram a Angola e ao mundo da alta cozinha. Actualmente, ainda faço ghostwriting e consultoria, mas estou sobretudo concentrada na tradução literária e na escrita, o que mais me inspira e estimula.

Pelo meio de tudo isto, vou tomando notas de ideias e histórias em cadernos virtuais e de papel. (Desde 2005 que escrevo em blogues: kitschnet, Time Enough At Last ou Bom Texto). Algumas dessas notas resultam em projectos, outras são levadas pelo vento. Já publiquei vários livros e há mais no forno, uns com texto e outros sem.

Se a palavra foi sempre o meu norte, a imagem não ficou para trás. Ando sempre de roda das artes plásticas, da estética, da história e da filosofia da arte, e não foi por acaso que em 2012 caí de amores pela tipografia artesanal. A Miss Print, hoje, é um alter ego importante.

Neste site pessoal, reunirei o que já fiz e divulgarei o que for fazendo. Se parecer tudo uma grande misturada, não se admirem. É mesmo assim.